Que fazer afim de mantermos uma democracia viável, sã, na qual possamos todos viver de maneira harmoniosa com um mínimo de desigualdades, tudo em respeitando o próximo ao mesmo tempo que se é respeitado ? Talvez não seja atribuindo culpas ao outro sem se encontrar uma solução ao problema defrontado, porque qualquer que seja a vontade alheia possamos ficar satisfeitos com ela. E não são os motivos de insatisfção que faltarão à mudança de rumo do outro : nunca ninguém ficará satisfeito, sobretudo aquele que não o estava e cuja opinião mudará. Mas este crítico segue a via mais fácil e não fará outra coisa durante a sua simplista vida que criticar, sendo incapaz de apresentar verdadeiras soluções aos verdadeiros problemas.Portanto a crítica é o direito de todo o democrata e de todo o cidadão refusando ditaduras fascistas ou de poder absoluto. A crítica é construtiva porque permite o aperfeiçoamento do criticado e este por sua parte deve aceitá-la como uma benção, como uma lição gratuita e de grande interesse : porque afinal o criticado não conhece nem pode conhecer tudo e carece sempre de ajudas forem ela quais forem, sobretudo de ajudas úteis e com idéias que lhe eram alheias e que misturadas com as suas, e com as dos seus colaboradores o elevarão ao ápice.Quer tudo isto dizer que existem várias formas de criticar assim que várias críticas. Muitos dizem : « Porque criticas ? » Outros respondem : « Porque sou democrata, vivo num país democrata, é um dever criticar, é o dever de todo o cidadão que está em desacordo com os seus dirigentes quando estes falham ».Mas se o condutor for mudo e surdo as coisas tornar-se-ão mais complicadas, a democracia enfraquecerá e os velhos demónios da ditadura surgirão num horizonte opaco. O passado já nos apresentou vários exemplos catastróficos que ninguém mais ousa defrontar, e se não for feito o necessário, se não houver entendimento e compreensão, rumaremos então para uma apoclipse que poucos de nós desejaríamos conhecer.Portanto uma crítica religiosa ou tendenciosa não tem lugar numa democracia moderna. As religiões e seitas já assassinaram e continuam ainda a assassinar mais pessoas que os laicos e ateus todos reunidos. O teólogo diz que são ignorantes aqueles que seguem o mesmo caminho que ele, portanto a sabedoria dele é abstrata e não deve sair dos seus velhos baús afim de intervenir na vida daquele cujo princípio mesmo é viver na dignidade e na igualdade de direitos dos seus concidadãos. Ao teólogo pois de ser um democrata no seu país e de exercer a sua sabedoria moral na sua vida religiosa, afim que cada um de nós possa dispor da sua alma e do seu corpo em toda liberdade, sem pressões exteriores nem interiores, no respeito de si próprio e no respeito do alheio.Também não é em faltando ao respeito aos nossos representantes e à autoridade, atacando os representantes e os emblemas do Estado que se critica. Podemos dizer o que está bem ou mal sem portanto chamar nomes impróprios às pessoas : um mínimo de decência e de elegância nunca fizeram mal a alguém e só elevaram aquele que os praticou. As pessoas são muitas vezes induzidas pelas vedetas da canção, escritores e jornalistas em mal de marketing : não é inteligência nenhuma ser-se malcriado e grosseiro.Vêem-se actualmente intelectuais, ou que se querem fazer passar por isso, criticarem grevistas. Ao fazê-lo estão a promover obras que seriam incapazes de vender num mundo de olhos abertos. Pobreza intelectual : criticar um potencial comprador da sua « obra ». Criticar um grevista é criticar uma democracia, e quem critica uma democracia é porque tem outras ambições… Mas esta crítica interesseira é negativa. Se essas pessoas vivessem no mundo que ambicionam teriam elas aí o direito de criticar ? Já se haverão esquecido do salazarismo, que portanto foi suave comparado com os regimes fascistas dessa época ? Mesmo assim esta gente tem o direito de criticar. É mesmo fundamental ! A nós igualmente de criticá-los e de estarmos de acordo ou não com eles.
Arco iris Arc en ciel Rainbow Couleurs de la nature. Le noir et le blanc sont aussi beaux, Car couleurs de race pure.
mardi 18 juin 2013
Crítica
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