mardi 18 juin 2013

Crítica








Que fazer afim de mantermos uma democracia viável, sã, na qual possamos todos viver de maneira harmoniosa com um mínimo de desigualdades, tudo em respeitando o próximo ao mesmo tempo que se é respeitado ? Talvez não seja atribuindo culpas ao outro sem se  encontrar uma solução ao problema defrontado, porque qualquer que seja a vontade alheia possamos ficar satisfeitos com ela. E não são os motivos de insatisfção que faltarão à mudança de rumo do outro : nunca ninguém ficará satisfeito, sobretudo aquele que não o estava e cuja opinião mudará. Mas este crítico segue a via mais fácil e não fará outra coisa durante a sua simplista vida que criticar, sendo incapaz de apresentar verdadeiras soluções aos verdadeiros problemas.Portanto a crítica é o direito de todo o democrata e de todo o cidadão refusando ditaduras fascistas ou de poder absoluto. A crítica é construtiva porque permite o aperfeiçoamento do criticado e este por sua parte  deve aceitá-la como uma benção, como uma lição gratuita e de grande interesse : porque afinal o criticado não conhece nem pode conhecer tudo e carece sempre de ajudas forem ela quais forem, sobretudo de ajudas úteis e com idéias que lhe eram alheias e que misturadas com as suas, e com as dos seus colaboradores o elevarão ao ápice.Quer tudo isto dizer que existem várias formas de criticar assim que várias críticas. Muitos dizem : « Porque criticas ? » Outros respondem : « Porque sou democrata, vivo num país democrata, é  um dever criticar, é o dever de todo o cidadão que está em desacordo com os seus dirigentes quando estes falham ».Mas se o condutor for mudo e surdo as coisas tornar-se-ão mais complicadas, a democracia enfraquecerá e os velhos demónios da ditadura surgirão num horizonte opaco. O passado já nos apresentou vários exemplos catastróficos que ninguém mais ousa defrontar, e se não for feito o necessário, se não houver entendimento e compreensão, rumaremos então para uma apoclipse que poucos de nós desejaríamos conhecer.Portanto uma crítica religiosa ou tendenciosa não tem lugar numa democracia moderna. As religiões e seitas já assassinaram e continuam ainda a assassinar mais pessoas que os laicos e ateus todos reunidos. O teólogo diz que são ignorantes aqueles que seguem o mesmo caminho que ele, portanto a sabedoria dele é abstrata e não deve sair dos seus velhos baús afim de intervenir na vida daquele cujo princípio mesmo é viver na dignidade e na igualdade de direitos dos seus concidadãos. Ao teólogo pois de ser um democrata no seu país e de exercer a sua sabedoria moral na sua vida religiosa, afim que cada um de nós possa dispor da sua alma e do seu corpo em toda liberdade, sem pressões exteriores nem interiores, no respeito de si próprio e no respeito do alheio.Também não é em faltando ao respeito aos nossos representantes e à autoridade, atacando os representantes e os emblemas do Estado que se critica. Podemos dizer o que está bem ou mal sem portanto chamar nomes impróprios às pessoas : um mínimo de decência e de elegância nunca fizeram mal a alguém e só elevaram aquele que os praticou. As pessoas são muitas vezes induzidas pelas vedetas da canção, escritores e jornalistas em mal de marketing : não é inteligência nenhuma ser-se malcriado e grosseiro.Vêem-se actualmente intelectuais, ou que se querem fazer passar por isso, criticarem grevistas. Ao fazê-lo estão a promover obras que seriam incapazes de vender num mundo de olhos abertos. Pobreza intelectual : criticar um potencial comprador da sua « obra ». Criticar um grevista é criticar uma democracia, e quem critica uma democracia é porque tem outras ambições… Mas esta crítica interesseira é negativa. Se essas pessoas vivessem no mundo que ambicionam teriam elas aí o direito de criticar ? Já se haverão esquecido do salazarismo, que portanto foi suave comparado com os regimes fascistas dessa época ?  Mesmo assim esta gente tem o direito de criticar. É mesmo fundamental ! A nós igualmente de criticá-los e de estarmos de acordo ou não com eles.

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