É certo que uma democracia necessita várias maneiras de pensar, de grupos centristas, esquerdistas, direitistas e outros mais. Mas um partido político só é verdadeiramente eficaz quando se encontra na oposição, quando ele faz equilibrar a agulha da balança.
Uma vez que esse partido se encontra só ou obtém uma maioria num governo, é incapaz de produzir algo que corresponda às aspirações dos cidadãos por falta de competência e de pragmatismo. As influências partidárias e doutrinais fazendo pressão sobre todas as costuras, estas riscam de ceder e de se rasgarem.
A França já foi governada por um governo esquerdista, justo antes da segunda Grande Guerra. Este Governo foi responsável em parte pela guerra civil espanhola que desvastou a Espanha e permitiu ao regime franquista e fascista de se instalar, ao refusar toda intervenção no combate aos voluntários fascistas alemães e italianos, assim que à zona de ensaios dos lúgubres governos destas ditaduras de horror. Em 1981 o Partido Socialista ganhou de novo as eleições neste país e teve um presidente que gerou o país durante quatorze longos anos.
Ao início, este governo prometeu reformas e reformas, nacionalizando o que podia ser nacionalizado, prometendo uma política esquerdista de rigor. Quem possuia dinheiro fugia para o estrangeiro com as malas carregadas de divisas e outros bens. Muita gente, sobretudo as classes mais desfavorizadas, tinha fé neste governo socialista que prometia montes e maravilhas. Muitas resultantes deste governo foram positivas mas houve uma viragem em meia-lua ao fim de uns escassos anos. O que havia sido nacionalizado foi privatizado, vendido muitas vezes a empresas estrangeiras, sobretudo aos famosos fundos de pensão americanos que têm o mau hábito de se retirarem uma vez o limão esprimido.
Simultâneamente, algo de semelhante se passava em Portugal com o mesmo partido que o dirigia nessa altura. Lenine, Marx e Mao eram os grandes padrões e os grandes exemplos a seguir por todos os mentores da altura. A cor da bandeira portuguesa era mais vermelha ainda, e o cor-de-rosa dominava a atmosfera europeia. Todos os grandes partidos tinham sedes em quase todas as cidades dio País, era uma alegria : somente para os partidários poque o cidadão comum vivia na miséria.
Promessas atrás de promessas, ir buscar o dinheiro onde havia e onde não havia, permitir trabalho ao negro e corrupção ao contrário da necessidade do povo que impõe a criação de caixas providenciais que assegurem a sua saúde e uma reforma equilibrada, e que necessitam um financiamento justo afim de lhes permitirem uma existência concreta e saudável destas mesmas caixas e organismos simulares.
Quando o Partido Socialista se apercebeu do fiasco e do caos nos quais havia afundado o País, começou então a considerar-se um partido do centro e a praticar uma política para a qual não havia sido programado. Continuou a confrontar-se aos partidos rivais não mais como um partido marxista mas como um partido de um cor-de-rosa muito pálido.
A direita terminou por reprender as rédeas do Governo com uma política um pouco semelhante à do Partido Socialista, pois ambos sociais-democratas na realidade. A alternância fez de maneira que este partido voltasse novamente a governar com a resultante catastrófica que todo o Universo conhece.
Actualmente em França, é François Hollande quem dirige este país, como toda a gente também sabe. Depois de criticar uma política central-democrata, ei-lo novamente a produzir uma política idêntica ou talvez pior. Depois de criticar a austeridade eis que a pratica, aumentando impostos e inventando outros, prometendo um maior número de anuidades necessárias à obtenção da reforma. A crise do desemprego é esquecida logo destas declarações e confundida no fundo da panela com todos os outros problemas irresolutos. É impensável que uma pessoa de sessenta e tal anos continue a trabalhar quando não há emprego para a população jovem. Quem pode acreditar no bla-bla destes políticos ?


Aucun commentaire:
Enregistrer un commentaire