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Arco iris Arc en ciel Rainbow Couleurs de la nature. Le noir et le blanc sont aussi beaux, Car couleurs de race pure.
samedi 30 mars 2013
vendredi 29 mars 2013
SOCIALISMO
É certo que uma democracia necessita várias maneiras de pensar, de grupos centristas, esquerdistas, direitistas e outros mais. Mas um partido político só é verdadeiramente eficaz quando se encontra na oposição, quando ele faz equilibrar a agulha da balança.
Uma vez que esse partido se encontra só ou obtém uma maioria num governo, é incapaz de produzir algo que corresponda às aspirações dos cidadãos por falta de competência e de pragmatismo. As influências partidárias e doutrinais fazendo pressão sobre todas as costuras, estas riscam de ceder e de se rasgarem.
A França já foi governada por um governo esquerdista, justo antes da segunda Grande Guerra. Este Governo foi responsável em parte pela guerra civil espanhola que desvastou a Espanha e permitiu ao regime franquista e fascista de se instalar, ao refusar toda intervenção no combate aos voluntários fascistas alemães e italianos, assim que à zona de ensaios dos lúgubres governos destas ditaduras de horror. Em 1981 o Partido Socialista ganhou de novo as eleições neste país e teve um presidente que gerou o país durante quatorze longos anos.
Ao início, este governo prometeu reformas e reformas, nacionalizando o que podia ser nacionalizado, prometendo uma política esquerdista de rigor. Quem possuia dinheiro fugia para o estrangeiro com as malas carregadas de divisas e outros bens. Muita gente, sobretudo as classes mais desfavorizadas, tinha fé neste governo socialista que prometia montes e maravilhas. Muitas resultantes deste governo foram positivas mas houve uma viragem em meia-lua ao fim de uns escassos anos. O que havia sido nacionalizado foi privatizado, vendido muitas vezes a empresas estrangeiras, sobretudo aos famosos fundos de pensão americanos que têm o mau hábito de se retirarem uma vez o limão esprimido.
Simultâneamente, algo de semelhante se passava em Portugal com o mesmo partido que o dirigia nessa altura. Lenine, Marx e Mao eram os grandes padrões e os grandes exemplos a seguir por todos os mentores da altura. A cor da bandeira portuguesa era mais vermelha ainda, e o cor-de-rosa dominava a atmosfera europeia. Todos os grandes partidos tinham sedes em quase todas as cidades dio País, era uma alegria : somente para os partidários poque o cidadão comum vivia na miséria.
Promessas atrás de promessas, ir buscar o dinheiro onde havia e onde não havia, permitir trabalho ao negro e corrupção ao contrário da necessidade do povo que impõe a criação de caixas providenciais que assegurem a sua saúde e uma reforma equilibrada, e que necessitam um financiamento justo afim de lhes permitirem uma existência concreta e saudável destas mesmas caixas e organismos simulares.
Quando o Partido Socialista se apercebeu do fiasco e do caos nos quais havia afundado o País, começou então a considerar-se um partido do centro e a praticar uma política para a qual não havia sido programado. Continuou a confrontar-se aos partidos rivais não mais como um partido marxista mas como um partido de um cor-de-rosa muito pálido.
A direita terminou por reprender as rédeas do Governo com uma política um pouco semelhante à do Partido Socialista, pois ambos sociais-democratas na realidade. A alternância fez de maneira que este partido voltasse novamente a governar com a resultante catastrófica que todo o Universo conhece.
Actualmente em França, é François Hollande quem dirige este país, como toda a gente também sabe. Depois de criticar uma política central-democrata, ei-lo novamente a produzir uma política idêntica ou talvez pior. Depois de criticar a austeridade eis que a pratica, aumentando impostos e inventando outros, prometendo um maior número de anuidades necessárias à obtenção da reforma. A crise do desemprego é esquecida logo destas declarações e confundida no fundo da panela com todos os outros problemas irresolutos. É impensável que uma pessoa de sessenta e tal anos continue a trabalhar quando não há emprego para a população jovem. Quem pode acreditar no bla-bla destes políticos ?
dimanche 17 mars 2013
dimanche 10 mars 2013
ESCRAVIDÃO
Há uma realidade triste no nosso País que lhe é própria assim que aos seus habitants : um hábito oriundo da ditadura salazarista, e não só, uma distorsão vinda dos mais profundos tempos, nos quais era o senhor cura quem mais mandava. Provenientes do mundo rural, para a maioria de entre nós, poucos têm noções outras que a de servagem ao senhor Morgado, ou seja a obediência total a um condado nascido nos tempos feodais e que resistindo ao tempo, ainda veicula idéias medievais. Uma pessoa que estudou e entrou na universidade vive relacionada evidentemente, com sujeitos ainda conformistas, que finalmente a influenceiam a ela mesma como não poderia deixar de o ser. Gente certamente culta, mas que o pensa ser superiormente, o que nem sempre é realidade. Se estudou filosofia não a compreendeu nem assimilou perfeitamente porque o seu espírito vagabundeia e distrai-se por difração. A necessidade de ganhar o seu dia a dia não lhe permite muitas distrações ou loucuras. Como nem toda a gente é rica, longe de là, sobretudo em Portugal, cada um é obrigado a seguir uma lógica de obediência a uma autoridade que nem sempre é genuina. E habituando-se o espírito à obediência, perdem-se assim as noções do concreto e do abstrato conjuntamente.Vivemos num mundo moderno que não conseguimos dominar nem transformar, dirigidos por espíritos caprichosos e maldosos que se apoderaram da força que nos comprime e nos escraviza cada vez mais. Somos obrigados a seguir um movimento para o qual nem sempre fomos feitos, guiados por lobisomens aventureiros, gatunos e flibusteiros, que nos querem na quadrilha. Quem não obedecer é castigado, não passa pelo pelourinho por os tempos serem outros, mas roubam-he o fruto do seu trabalho, é condicionado e nada lhe é permitido, tais a tranquilidade e a independência de espírito.Ainda há quem diga que Deus exista. Para uns é certo que sim ; para outros não. Mas se não houvesse fé não haveria razão para viver, e para haver fé deve haver uma promessa de Paraíso ; e para haver um Paraíso é necessário haver um Deus protetor. Assim que a fé existe também é preciso haver esperança, e é esta finalmente que nos leva aos mais longínquos confins do tempo e que nos permite aguentar tanto encalhe ao longo da vida. Crer é um bem. A incredibilidade talvez seja uma virtude mas é menos necessária que a credibilidade.Fiquemos por aqui, longe das religiões e da política, afim de mantermos um espírito em perfeito estado, longe e afastados de toda influência, afim de podermos realizar que o concreto permite-nos realizar tudo o que é mecânica enquanto que o abstrato nos permite utilizar a matemática e a gramática afim de nos organizarmos o mais perfeitamente possível. Ora, é bem sabido que a utilização da religião a mau insciente produz efeitos indesejáveis. Esta deve simplesmente ser própria a qualquer indivíduo livremente, sem pressões nem influências exteriores. Foi porém por esse motivo que um mundo viveu sempre sob o domínio de um outro.Actualmente, é a economia moderna do mundo financeiro que nos abrange até ao mais profundo de nós mesmos, nos atinge no nosso dia a dia. E como nós somos oriundos básicamente de outra cultura, não aceitamos bem o comportamento estranho que nos exigem. Ensinaram-nos a sermos seres livres e exigem-nos servitude agora. Explicam-nos que devemos pagar as dívidas que outros contraíram, cortam-nos os salários quando anteriormente éramos aumentados logo de promoções e de antiguidade. Se o acionário continua a benificiar generosamente e largamente dos seus investimentos, explicam-nos que é natural, enquanto que nós não encontramos nada justo que nos arranquem a pele.Seria certamente necessário um Spartacus, actualmente, para dirigir uma rebelião contra este mundo da finança que nos comprime, contra os dinossauros do conformismo tristemente engravatados que circulam nos corredores da City ou de Bruxelas, contra os poderosos lobistas que circulam nos corredores das assembleias, dos impiedosos vendedores do Templo. De um Robin dos Bosques de espada erguida e de flechas bem agumadas contra os indelicados usurpadores das nossas economias e da nossa liberdade.
dimanche 3 mars 2013
OLHAR
É com grandes olhos que todos olham para mim
Como se eu fosse um bicho de um outro mundo,
Com um olhar desmesuradamente profundo.
Não gosto que me olhem tão descaradamente assim.
Toda a vida vivi isolado, receando a maioria das pessoas,
Vivendo como um recluso, um pária ou um ermita
Mas ninguém me alimenta, ajuda a preencher a marmita.
Sempre rodeado de creaturas falsas, que nunca foram boas.
Não pedi a ninguém para nascer, lá isso não tampouco,
Também não peço a ninguém que me chatei, só quero paz,
Poque desde que me revolto tratam-me logo de mau rapaz
É desta forma que se perde o juízo, se chega a louco.
Tenho o sentimento por vezes que sou bastante inteligente,
O contrário acontece noutros momentos aborrecidos
Dois estados de alma opostos, contráriamente parecidos,
Incompreensíveis para a maioria, de quase toda a gente.
Por isso a essa gente peço de desviar o olhar para outro lado,
Porque detesto que me olhem assim dessa maneira, de través,
Porque no meu pobre cérebro, cada contrariedade, cada revés,
Dá-me um sentimento de ser vítima, um ser maltratado.
O Mundo é longe de ser perfeito, mas há quem o creia ser
A realidade e o sonho vivem em polos diametralmente opostos
Entretanto sentimentos são como idéias, paladares ou gostos
Será sempre assim até ao fim da vida, quando a gente morrer.
O destino para uns é fatal, para outros programado desde o nascer
Para uns, lágrimas, desgostos , chorar, o que aos outros não acontece.
Para os primeiros tudo o contraria, tudo o chateia e aborrece
Enquanto para os outros tudo é vida de amor, riqueza e prazer.
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