mardi 27 novembre 2012

PROPOSITION - AS DES COEURS

Cada vez que alguém propõe algo suceptível de optimisar o nosso sistema económico, esse alguém é bombardeado severamente por críticas provocadoras, tratando-o de incompetente e de pessoa desprovida de cultura. Portanto não é necessário ser sábio afim de expor o seu ponto de vista, mesmo se este é carencioso. Depois os tais chamados doutores em economia, doutores únicamente pelo feito de possuirem todos os poderes em tais matérias mesmo quando incompetentes, não querem dar a « mão a torcer », permitindo a um analfabeto qualquer de tomar uma iniciativa.
Vê-se perfeitamente, noutra coisa que numa esfera de cristal, que não é necessário ser feiticeiro nem mágico para calcular onde os dinheiros são mal gastos, sobretudo numa zona mafiosa onde há comilões em todos os cantos de rua. Mesmo Al Capone seria envergonhado se frequentasse estas máfias que não são do seu tempo : é certo que o homenzinho morreria de novo.
Quando um produtor é remunerado inferiormente a um intermediário, um acionista recebendo dividendos incompatíveis com o resultado da empresa, um politico com salários além das suas competências, acreditamos que estamos em presença de sistemas inadaptados ao conceito que temos duma civilização viável. A ciência deveria debruçar-se um pouco mais sobre o que se passa aqui no nosso Planeta, em lugar de ir procurar piolhos na Lua ou em Março. Os dinheiros desperdiçados com essas procuras, despropocionadamente ambiciosas deveriam ser empregados numa procura minuciosa de amelhoração da humanidade.
Se a sociedade portuguesa pensasse um pouco mais em construir em lugar de comprar produtos importados, fabricados por aqueles que lhe roubam o dinheiro, seria já uma boa iniciativa. Mas cada indivíduo pensa únicamente no seu bem-estar atual e que cada qual se « desenrasque ».
Seria sempre possível tentar outras experiências, como empregar pessoas em vez de utilizar máquinas dispendiosas, úteis sim, mas que não cotizam nem à segurança social nem pagam imostos. Essas ditas máquinas são raramente fabricadas em Portugal, em fábricas geradas pelos creditores do País e pertencendo parcialmente, por vezes aos gerentes das empresas utilizadoras.
Oh ! – gritarão os grandes cérebros - que grande burrice ! Mas por vezes há burrices certas, sem pensar que não seria uma novidade falar de roubo de mão de obra pelas máquinas, depois o que a história da indústria nos conta. Portanto também era burrice empregar o seu tempo e desperdiçar o  seu dinheiro com asas de capacho, como diziam na altura, graças a quê todos nós nos deslocamos atualmente.
Esta página é sem pretensão, ingénua, carecendo de rigor e, digamos sinceramente, de competência. Mas é a partir duma pedra bruta que se constrói um muro, depois uma casa. Há sempre alguém mais competente para desenvolver um esboço, susceptível de emendar e de corrigir, de procurar outras ondas próximas da mesma frequência, assim que as suas harmónicas.

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