samedi 18 février 2012

Partir

Que Deus vos abençoe, maldito sejais por Satanás
Por todos os vossos feitos, gestos e obras
Dependendo das vossas ações, boas ou más
Umas feitas por anjos, outras tecidas por cobras.

Nada neste baixo mundo é realmente perfeito
Neste mundo completamente desregulado
No qual ninguém se entende, por falta de respeito
Em que toda a gente puxa a manta para o seu lado.

Todos um dia cessarão de viver, questão de anos
Porque o tempo passa para eles igualmente
Citadinos, camponeses dos vales ou serranos
Para os céus ou para os infernos irá toda a gente.

Lá no outro lado tudo é calmo ou está a arder
Isso ninguém sabe porque ninguém nunca foi lá
É por isso que o pobre não tem nada a perder
Para ele não poderá ser muito pior que por cá.

Para o rico, ao contrário, ele teme, tem receio
De abandonar as coisas que tão acarinhava
Pobre dele, ter que partir para de onde veio
Para o primeiro lugar que ele menos gostava.

Eis que ele é igualmente obrigado a partir
Mas isso é enfim o fatal destino de toda a gente
Custa-lhe  a largar o mundo dos vivos, mas tem que ir
Para o outro lado, talvez aquele que é mais quente.

Mas que pena, deixar cá todo o seu dinheirinho
Que ele havia por vezes arbitráriamente posto de lado
Coisa que ele amava e adorava com tanto carinho
Ei-lo que vai chegar ao outro mundo arruinado.

E lá encontrará talvez o pobre que ele tanto detestava
Com o qual certamente terá talvez de conviver
Esta agora, era com isto  que ele ainda não contava
Porque diabos havia ele de tão depressa morrer ?

Membros da sua família esfregam-se as mãos contentes
Cheios de alegria por ele assim rápidamente falecer
Falsos choros escondem rostos muito sorridentes
Por cuja fortuna lhes deixou que lhes faz tanto prazer.

Esquecem que um dia a vez deles também chegará
Que também para os céus ou infernos partirão igualmente
E que a sua descendência por sua vez também rirá
Do que ele terá acumulado toda a vida tão ávidamente.

Enfim, tudo isto não é que pura e simples suposição
A  verdade porém será ainda mais cruel talvez
Tanto o rico como o pobre igualmente sem nada partirão
Mas cada qual responderá pelas más ações que neste mundo fez.http://www.franciscojose.eu

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