jeudi 30 juin 2011

Lusitânia


As pinturas e as gravuras rupestres das grutas de Escoural , de Mazouco e do Val de Côa, datadas entre 22 000 e 10 000 anos a. C., testemunham da existência de povos vivendo de colheita e da caça na parte da Península Ibérica, ocupada actualmente por Portugal.
A Península Ibérica era habitada pelos povos nativos, conhecidos mais tarde como os Iberos, por volta de 10 000 anos a. C. Esta população habitava sobretudo no interior das terras.
Uma cultura megalítica aparece progressivamente entre 4 000 e 2 000 a. C. na região correspondente a Portugal e à Galiza. Ainda hoje se podem encontrar vários vestígios monumentais da sua arquitetura funerária e ritual particular devido à prática de inumação colectiva.
A idade do bronze vê o desenvolvimento de contactos marítimos entre o litoral atlântico e o litoral da Bretanha e das Ilhas Bretânicas. Contactos comerciais são establecidos no sul da península com os povos mediterrânicos, como a Grécia ou a Fenícia. Mais tarde, estes últimos, assim que os seus descendentes oriundos de Cartago, instalam pequenos pontos comerciais na península, que é então rica em metais, como ouro, prata, estanho e ferro. Instalam salgadeiras que utilizam para o peixe pescado no Atlântico que é bastante famoso em todas as regiões do Mediterrâneo.
A idade do ferro vê a chegada dos Celtas, que ocupam de preferência o centro e o oeste da peninsula. Eles vivem em pequenos grupos isolados, nos pontos mais elevados, em casas de forma circular. Eram agricultores e criadores de gado. Eles fusionaram com os Iberos, o que daria origem aos Celtiberos.
Os Lusitanos não eram a própriamente dizer um povo mas sim uma confederação de vários grupos de Celtiberos. Viviam da criação de gado e do fruto das razias sobre os vizinhos. Viviam nas regiões mais desérticas e inóspitas no interior e na parte oriental do Portugal actual, assim como nas províncias espanholas de Léon e Extremadura. Os Lusitanos falavam a sua própria língua. Os conflitos com os vizinhos começaram por volta do século III a. C. - quando os Romanos invadiaram a Península Ibérica, com a Segunda Guerra Púnica, sob o domínio de Cipião - e prolongaram-se até 151 a. C., ano do massacre dos Lusitanos pelo governador da Hispânia Ulterior. Galba radicaliza o conflito que não terminará que com a morte de Viriato, traído e assassinado pelos seus colaboradores e com a paz assinada com os Romanos em 139 a. C. A partir daí,os Lusitanos são progressivamente integrados na história romana e nos seus conflitos internos, tais as guerras sertorianas que de 80 a 72 a. C. vêm Sertório como chefe de guerra dos Lusitanos e que terminará também traído e assassinado como o seu percursor Viriato.
Os Lusitanos seriam então integrados nas diversas legiões romanas e serviriam em particular as de Pompeu e as dos seus filhos.
A Lusitânia foi o nome atribuído ao território oeste da Península Ibérica onde viviam os povos Lusitanos, em 29 a. C. sob César Augusto após a conquista. A capital era Emerita Augusta , actual Mérida. A Lusitânia romana incluía pouco mais ou menos todo o actual território português a sul do rio Douro , uma parte da província de Salamanca e a Extremadura espanhola.
O domínio romano duraria até 411, quando o imperador Honório concederia a Lusitânia aos Alanos.




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