mercredi 15 juin 2011

D.Sebastião


D. Sebastião, O Desejado, nasceu em Lisboa no dia 20 de janeiro de 1554 e faleceu em Alcácer-Quibir, no dia 4 de agosto de 1578. Era filho do Infante D. João e de D. Joana. Neto de D. João III, por parte do pai e do Imperador Carlos V por parte da mãe. O seu pai morrera antes do seu nascimento e ele herdou do trono com a idade de três anos, a seguir à morte do avô paterno em 1557. Seria o sétimo e último rei da Dinastia de Avis, décimo sexto de Portugal. Ele fora educado quase exclusivamente pelos Jesuitas, pelo seu guarda e tutor Aleixo de Meneses e por sua avó, Caterina da Áustria. Esta educação influenciara-o na sua juventude, de um ardente patriotismo e de um integrismo religioso e fanático, bem que não tenha aderido à “Liga Santa”. Sonhava com batalhas, lutas e conquistas aos mouros, desejando fazer tão bem ou melhor que os reis portugueses seus predecessores ; estava concicto de ser o capitão de Cristo numa nova cruzada.

Tivera o cognome de “O Desejado” por ser o único herdeiro legítimo ao trono e pelo seu nascimento tanto esperado ; mais tarde seria nomeado “O Encoberto” ou “O Adormecido”.
Como só tinha três anos, quando foi coroado, foram a sua avó e o Cardeal Henrique de Évora, que asseguraram a regência até ele haver atingido a idade de 14 anos.
As Cortes pediram a D. Sebastião, várias vezes de ir para Marrocos, afim de parar as turbulências provocadas pelo avanço das tropas turcas, o que era uma ameaça para a segurança das costas portuguesas.
Ele começou a preparar as expedições militares contra os Marroquinos em Fez. O seu tio, que era D. Filipe II de Espanha, futuro rei de Portugal, recusou participar nessa aventura. E decidiu adiar o casamento de D.Sebastião, com uma das suas filhas, para depois da campanha militar.
Mulei Mohammed, Abu Abdallah Mohammed II Saadi (? - Alcácer Quibir, 1578) foi o quarto sultão de Marrocos, tendo governado de 1574 a 1576. Quando ele acedeu ao trono,,o seu tio paterno, Abu al-Malik I fugiu para a Argélia, onde ele compôs um exército formado por soldados otomanos .e invadiu Marrocos em 1576, havendo conquistado Fez ao seu sobrinho, que ele venceu em outras batalhas.também.
Mulei Mohammed pediu auxílio a D. Sebastião em 1578 que acedeu. E na Batalha de Alcácer-Quibir que se seguiu, entre tio e sobrinho, todos os três morreram. Viria a chamar - se essa contenda : « batalha dos três reis.
Ironia do destino : ele queria combater os Marroquinos e acabou por se aliar com uma parte deles afim de combater outros.
Tinha D. Sebastião 24 anos de idade, então.
Gonçalo Annes Bandarra ou ainda, Gonçalo Anes, o Bandarra nascia no bom ano de graça de 1500 - no ano em que Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil – em Trancoso. Na mesma localidade morreria em 1556, deixando uma herança poética e messânica, que ainda é de referência nos nossos dias.
A lenda diz que ele não sabia escrever : “O Bandarra canta e o Padre aponta”, referindo um pároco que habitaria o andar superior. Mas ele teria grandes conhecimentos do Antigo Testamento, para quem era sapateiro.
As suas Trovas falavam sobre a vida do “Encoberto” e do futuro do reino de Portugal. Acusado pela Inquisição de Judaísmo, a sua obra foi catalogada nos livros proibidos. Foi obrigado a participar na procissão do auto-de-fé, após comparecer perante os tribunais da Inquisição. Apesar de “As Trovas” serem proíbidas pelo Santo Ofício, mesmo assim elas circulavam em várias cópias escritas à mão.
O desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, que ocorreu só 28 anos depois da morte do Bandarra, deixara o reinado numa situação desesperada. Mesmo se o acontecimento ocorreu posteriormente à morte do Bandarra, a tentação era forte para crenças ancestrais, professias e milagres de todo o género. Depois, ninguém estava certo que o rei houvesse morrido? A partir daí, fizeram rápidamente a aproximação entre o tal “Encoberto” e D. Sebastião.
Muita gente via o rei D. Sebastião em todo o lado. Outros diziam que ele regresseria montado num cavalo branco por uma manhã de nevoeiro, outros, patriotas, tentaram fazer-se passar por ele, mas acabaram por ser desmascarados.
Por causa disso, D. Filipe I enviou para o Mosteiro dos Jerónimos um corpo que alegava ser o rei desaparecido, em 1582, com a esperança de terminar com o sebastianismo. Porém o resultado fracassou e nunca ninguém poude provar que era o corpo do rei que foi metido no Túmulo de Mármore repousando sobre dois elefantes. EsseTúmulo ainda pode ser visto actualment em Lisboa.

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