Mantos nevados nas cristas das ondas, dançando ao ritmo do vento, rosas brancas num céu estrelado, esplendor natural : eis o oceano que nos encanta. O perfume do marisco circula na atmosfera que ele purifica ; o som da onda confunde-se com o da gaivota numa música que acompanha o canto das sereias que dançam sobre as pontas dos pés, num rodopiar elíptico. Vestidas de branco translúcido e transparente, ligeiras como penas planando com o sopro do vento : espectáculo feérico oferecido pela imaginação. O real encanta, confunde-se com o sonho, fascina e hipnotiza as pessoas, confunde-as. As lendas tornam-se numa realidade que afinal é sonho.
« Eu vi o mar e gostei dele. Adorei a sua cor azul escuro que se confundia na linha de horizonte com o azul mais claro do céu. A bruma confundia as duas cores numa aguarela alegórica e impressionista ».
Quem assim falava era poeta. Porque só um poeta fala para lá dos seus sentimentos . Porque só um poeta consegue descrever o imaginário.
Portanto não é necessário ser poeta para adorar o céu, o mar ; basta uma pessoa possuir uma alma sensível, sensual. Ver e ouvir o mar, cheirar o aroma salgado, sentir a frescura da brisa ; e abandonar-se ao sonho.
aller AS DE COEUR
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