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Maldita noite negra na qual o Demónio
Circulava nas correntes de ar, ao grado do vento.
Partira do seu país, depois o Pandemónio
Com más intenções,meditando, a passo lento.
Fazia frio, nessa tenebrosa noite de inverno,
O vento assoprava,havia trovoada, chovia.
Portanto ainda bem muito longe do Inferno
Havia um ser humano que lentamente morria.
E este maldito espírito com toda a sua calma
Aproximou-se dele e sussurrou-lhe ao ouvido
« Se não queres já morrer, dá-me a tua alma
E eu darei-te tudo o que até agora não tens tido ».
O agonizante que naquele momento tanto sofria
Perguntou-lhe de uma maneira pouco natural,
Quem ele era, porque estava ali e que fazia.
Ao que ele respondeu ser o Príncipe do Mal.
Assim o moribundo deslumbrado, pediu-lhe então,
Saúde, muita fortuna e riqueza,muito bem-estar.
E ambicioso acabou por ceder a tanta tentação
Para finalmente nas mãos do Diabo assim terminar.
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