Eu creio, mas não sou o que eu creio, porque a razão deixa de o ser, ao acreditar naquilo que eu penso justo e não o é. O povo não mente ao afirmar que estou errado, porque experiente. Se ele o afirma, é a sua palavra contra a minha e um grão de saibro num imenso deserto...não é nada, não tem interesse.
Mas Deus deu-me uma alma e um corpo : eu sou, existo então (Descartes). Qual a orientação razoável nesse caso ? Talvez bipolar, penso eu , se é certo que penso bem.
O meu ser balança ao ritmo dos ventos, ventos que me levam algures, longe, muito longe, a muitas léguas de mim mesmo, do meu paradeiro espiritual. E eu sinto-me feliz e ligeiro como uma nuvem estendida no céu azul sob um doirado sol que ele acarinha e a quem envia mensagens de amor lá do cimo, do Zénite.
Sou feliz então, porque a "importância" do verbo deixou de ser fundamental num Mundo que me ignora, mas que eu (masochista ?)adoro.A "importância"substancial do meu "ego" tem origem num autismo imposto pela agressividade alheia ; isso depois os banhos baptismais e de um conceito ditatorial excêntrico e doentio.O destino não recua, porém, e as linhas do horizonte surgem em face, perante nós.
Viva a felicidade e o bem-estar de todos nós, porque somos aquilo que cremos e a nossa fé que dizem por vezes virtual, abstracta, é mais forte que a mentira, o tabu, e mesmo a verdade.
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