mardi 30 novembre 2010

Manitas de Plata - Por el camino de Ronda

Santana - Europa (HQ Audio)

Carlos Santana- EUROPA

Jimi Hendrix Voodoo Child by tribute AXiS - Live at Woodstock 40th Anniv...

Jimi Hendrix - VooDoo Child (live)

TABU - Eu ouvi o passarinho

Conjunto António Mafra - Sete e Pico (som apenas)

Tchaïkovski: La Belle Au Bois Dormant 1

-Tchaikowsky- Le Lac Des Cygnes 1

TCHAIKOVSKY . Le Lac des Cygnes Majestueux

lundi 15 novembre 2010

OPTIMISMO

Eu vivo uma vida agradável, fantástica ; sinto-me feliz
Tudo o que me rodeia agrada-me, dá-me alegria ,muita alegria.
Vivo tranquilamente, descontraído, toda a gente o diz,
Em total abstracção, ausência, plena euforia.

Vogo sobre as nuvens que me embalam, nelas adormeço.
Sinto-me algures no espaço,muito, muito ligeiro,
Muitos amigos meus vivem assim ; e pessoas que eu conheço
Que vivem contentes, felizes, mesmo sem dinheiro.

Amo a vida, adoro-a, no seio dela mergulho, sem medo.
Gosto da multidão, das pessoas, da gente que acho boa.
Também gostam de mim, por vezes oiço falarem em segredo,
Dizem que sou agradável, bom que sou muito boa pessoa.

dimanche 14 novembre 2010

ARCO...IRIS: PESSIMISMO.

ARCO...IRIS: PESSIMISMO.

PESSIMISMO.

A melancolia é um mal que destrói o meu ser,é insuportável,
Não a tolero mais ; não sei o que hei de fazer , como agir.
Não aguento mais este mundo cruel, desagradável,
Como fugir esta situação,como a largar, dela sair ?

Tenho na vida momentos maus, desagradáveis, de tristeza,
Que me fazem terrívelmente mal, muita dor,muito sofrer.
Portanto adoro tudo o que se relaciona com a natureza
Que em certos momentos me ajuda a tudo esquecer.

Tende piedade de mim, ajudai-me, ó deuses, na minha aflição.
Dai-me tranquilidade de espírito,alegria, dai-me bem-estar.
Afim que eu possa aceder ao trono da serenidade,da razão,
Que finalmente eu possa, e seja bastante forte para tudo suportar.

samedi 13 novembre 2010

ARCO...IRIS: Caligrafia...

ARCO...IRIS: Caligrafia...

Caligrafia...

Parece que as cartas manuscritas e enviadas pelo correio normal, estão em vias de desaparecimento. Pelos vistos, toda a gente utiliza o correio electónico e outros meios de comunicação afim de se enderçar a familiares e outros correspondentes. O modernismo facilitando as coisas, não há mais tempo a perder. O avião é um meio de viajar rápido e as longas distâncias deixaram práticamente de o ser. Telefonar para o estrangeiro é gratuito ou quase. E a internet permite contactar imediatamente não importa quem, na outra ponta do Mundo. Mas há algo que desaparece simultâneamente,sem falar da nostalgia: o romantismo, a poesia, a caligrafia,artes e ingredientes essenciais da vida.
Todos os documentos antigos eram redigidos manualmente, e os seus autores, desde o mais modesto escriturário até ao maior edil da província ou do districto, eram autênticos artistas na matéria. Cada um possuia o seu estilo pessoal e aplicado. Todo acto do Registo Civil era uma verdadeira obra de arte, peça única agradável a ver.
O calor humano desaparece pouco a pouco afim de ceder o lugar à frieza do robotismo ; e as pessoas olvidam o humanismo. Os mais novos, só havendo conhecido o meio ambiental ao qual foram e estão acostumados, ignoram totalmente o que são, crêem que sempre assim foi e que assim o será. Se eles conhecem a fortuna o que é bom nesta vida, todo o conforto (o que não é nada mau para eles),há algo de que carecem, que lhes falta totalmente : esta arte de viver de outrora, com pequenos pormenores que davam coração e alma à existência.
Talvez mais tarde,ulteriormente, venham a criticar a geração anterior à sua, tenham saudades da mocidade, critiquem a actualidade do momento, encontrem outros argumentos. E porque não uma retrospectiva do passado, com um novo condicionamento das mentalidades moralistas, uma volta em força ?
O progresso não impediria a utilização do melhor dos recursos humanos, pelo contrário, ajudá-la-ia, se os nossos maiores “regedores”se ocupassem mais da moralização da juventude, embrião das futuras gerações.

jeudi 4 novembre 2010


Lá no alto, na região do Olimpo, Euterpe, Erato, Calíope,suas irmãs,  cantam  lindas canções sobre o  monte Hélicon, sítio de onde são oriundas.São acompanhadas por Orféu e  pelos aedos que tocam lira e cantam em coro,canções e mύsicas divinas.
« Mύsica, ό doce mύsica, tu que abanas o meu espírito, sê bendita. Adoro-te, ό tu que me fazes vibrar, corpo e alma, todo o meu ser. »
« Os teus ritmos doces e suaves, por vezes, diabόlicamente movimentados  noutras, fazem-me esquecer que existo, enlouquecer, quem sou. Portanto não sei cantar, tocar ou dançar, mas entro en transe quando as ondas vibratόrias emitidas por tuas vozes, teus instrumentos,acompanhadas de raios cόsmicos dançando ao ritmo que impões, atravessam o meu corpo,sacodem a minha subconciência,atingem o meu espírito, a minha alma. »
« Vibro, sacudo-me,acompanho o ritmo batendo o pé, tento imitar a tua voz num murmύrio, num sussurro que mais parece um assopro, vislumbrado, jubilando, em transe, fora de mim. »


O céu rasgou-se e apaixonou-se pelos raios brilhantes, transportadores de harmonia, prazer e bem-estar.

E a doce música deixou-se ouvir para lá do monte Olimpo. E mesmo Zeus se deixou adormecer pela suavidade da voz das suas filhas.

mardi 2 novembre 2010

Soupe de pierre et arjamolho


                                                                                                                                                        Autrefois, lorsque j’étais enfant, mes aïeuls me racontaient maintes histoires au coin du feu, sous une cheminé à l’ancienne, large et vaste. Un madrier brûlait constamment dans l’âtre et la marmite bouillait durant des heures et des heures, mijotant le rata du soir.
Les journées de travail champêtre étaient éternelles, donc les gens s’attardaient le soir, attendant que le repas fût près. Et ils racontaient des histoires aux enfants, des histoires fantastiques, car ils étaient de sacrés narrateurs. C’est ainsi que les légendes prirent naissance au fil  des siècles, se transmettant oralement par des gens qui ignoraient pour la plupart ce que c’étaient les prémices de la littérature.
Dans leurs narrations il y avait toujours des extrémismes, tels un certain avare dont le nom est passé aux oubliettes. Passons ! Et il y avait toujours des gens très rusés : les soldats, les étudiants, dans un deuxième temps.
Pourquoi les soldats et les étudiants ? – Tout simplement dû au fait qu’ils avaient un « vécu », ils avaient une certaine expérience de la vie, connu quelque chose d’autre que leur coin campagnard, ils avaient fréquenté d’autres milieux, connu beaucoup de gens, par rapport aux gens de l’époque.
C’est justement un soldat, rentrant au pays après sa campagne guerrière au service du roi et n’ayant point de quoi manger, qui demanda le gîte auprès de l’avare cité plus haut. N’oublions point que c’était la rase campagne  où il n’y avait guère de maisons, surtout à cette époque et où la pauvreté régnait.
Il demanda à l’avare s’il avait de quoi manger, à quoi celui-ci répondit par la négative, en tout bon avare qu’il était.
-          Cela ne fait rien,- lui répondit –il. N’auriez-vous point une marmite ou un récipient quelconque avec un peu d’eau, s’il vous plait ?
-          - Évidemment. Mais qu’allez-vous en faire, mon garçon ?
-          -J’ai appris à faire des tas des choses à l’armée car il fallait bien se débrouiller. Nous n’avions jamais rien sous la main et il fallait bien que l’on mange.
Et en ce faisant, le bougre alluma un feu sur lequel il posa la casserole avec de l’eau à chauffer. Tout ceci sous les regards curieux de l’Harpagon d’office et occasionnel.
-          Quand il y a à manger  pour un, il y en a pour deux. Les temps sont durs et l’abondance vous fait peut-être défaut, cher monsieur,- avança le militaire, tout en attrapant un gros galet qu’il se mit à nettoyer avec grand soin et qu’il mit à l’intérieur de la marmite
-          Que faites vous donc, jeune homme ? – demanda le rat.
-          Une soupe de pierre, tout simplement, rétorqua-t-il.
-          Mais voyons … cela ne peut guère avoir de goût.
-          Détrompez-vous, monsieur, - répondit le soldat. C’est vrai qu’avec un peu d’huile, le goût serait différent. Si…
Il n’eût point le temps de continuer. La curiosité primant, l’avare s’en alla chercher un peu de précieuse huile.
Et l’histoire nous apprit que le futé soldat réussit à se forger un vrai repas, grâce à la curiosité de l’avare.
Aujourd’hui, dans certaines régions, beaucoup de restaurants proposent dans leurs menus la fameuse soupe de pierre. La composition de la  recette ? – A la discrétion du chef cuisinier de l’établissement, certes.
                                                               Gaspacho (Arjamolho)
Au sud du Portugal, jusqu’à une époque relativement récente, tous les transports se faisaient à dos de mule.
On appelait les « routiers »de l’époque almocreves (muletiers).
Leur condition de vie n’était guère des meilleurs, leur repas se composant le plus souvent d’un morceau de pain sec et rassis, accompagné de quelques olives et de la viande de porc salée.
Afin de manger quelque chose de mou et frais, alors que la fraîcheur manquait, ils mettaient de l’eau dans un bol, avec de l’ail écrasé, de l’huile d’olive et un peu de sel. On parfumait cette préparation avec de l’origan, abondant dans cette région.
Remarquez que l’on prépare encore le même plat avec de l’eau chaude. On l’appelle alors : « açorda ».
Nous pouvons dire qu’il s’agit d’une « açorda » froide pour le premier plat.
Les anciens l’appelaient « arjamolho ».
Maintenant on y ajoute du concombre et des tomates fraîches. Il y en a même qui y ajoutent des pommes de terre, des poivrons…
Enfin. C’est une salade assez raffraîchissante que l’on peut utiliser pour accompagner des  sardines grillées et toutes sortes de poissons.
Nous pouvons aussi l’utiliser dans sa qualité de salade pour tout autre mets.
Bon appétit !
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