De quem é Portugal ?
À primeira vista, e depois dos textos, o nosso País pertenceria aos cidadãos, visto ser considerado uma democracia de tipo ocidental,espécie de governos que se pretendem reis da liberdade e aonde todos têm algo a dizer, em cujos países seríamos todos iguais.
Mas a teoria é uma coisa, a prática outra e a realidade outra coisa ainda. Na aparência (que é ainda outra coisa), cada Português é prezumido possuir um bocadinho do País : não pertence este a todos ?
Que utopia ! Há bem quem possua um bocadão mas também há que nem um quinhão.
Raios partam a democracia então, porque de barriga vazia não se pensa bem, somos excluídos dela. A igualdade ? Qual igualdade ? – Em todo os casos,ela não se aplica aos pobres e aos ricos, tampouco a todas as camadas da sociedade.
É pena. Portugal que é um país tão bonito,não possuir os meios necessários para um justo e bom funcionamento que permitiria ao nosso povo de viver dignamente.
A quem a culpa ?
A culpa não pode ser implicada que aos políticos, maus gerentes cujos interesses pessoais primam sobre tudo e cuja vaidade (todos os Portugueses são vaidosos) os desinteressam dos verdadeiros problemas do nosso tão querido Portugal. Adormecem as pessoas com bonitas palavras, embriagam-nas com longos discursos,muitas palestras, futilidades.
Os canais de televisão nacionais adormecem-nos com Portugueses imigrantes em todos os cantos do Mundo, Portugueses que têm uma vida decente porque emigraram,mas esquecem-se dos outros.E porque partiram os emigrantes ? –Porque em Portugal é impossível viver para a maíoria, porque no País não existem soluções para os nossos concidadãos.
E esta televisão elitista persiste e insiste : grandes chefes de empresa nos USA, Brasil ,Austrália e Canadá, e mais, e muito mais.
Gabarolas !
Concursos televisivos são frequentement apresentados, concurso aliás de sabor duvidoso e de imaginação medíocre, perante cujas câmaras desfilam candidatos, olá,”de classe”. Pois são todos advogados, engenheiros, chefes de empresa, e , passemos porque é demais.
Ninguém gosta de gente feia e pobre, neste País.
Televisão pública, esta ? – Difícil de acreditar : onde está a maioria silenciosa, o Zé Povinho ? – Ninguém se conhece aí, não é ?
Promessas.
Tantas promessas portanto, tanta água pelo rio abaixo, águas turvas, barrentas, de uma opacidade muitas vezes provocada propósitamente afin, tal como o latim de outrora, afim de deixar a população no obscurantismo, explicando-lhes então que a política tem que ser compreendida por uns, aplicada por outros, para uns e para outros… Que confusão ! Estudar durante anos e anos para se aprender que se é burro,-não esqueçamos que contráriamente ao que se diz,também há animais destes inteligentes.
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Apróximamo-nos passo a passo do Natal e de um novo ano, que todos esperamos e desejamos a todos os nossos familiares e gente amiga, muito próspero.
Porém , as condições ideais estão longe de estarem reunidas para enfrentar-mos esta perspectiva com lucidez e confiança. A espada de Dâmocles, tirano de Siracusa, paira sobre nós, ameaçando-nos incessantemente dos seus gumes afiados, mortíferos, assustadores.
Em Portugal, as condições estão longe de estarem reunidas para que o nosso Povo se sinta securizado ; mas este está habituado às acumulações de crises incessantes, intermináveis, sucessivas.
- Coragem ! - gritam-nos vozes alheias lá nas alturas. Melhores dias aparecerão, a tempestade cessará, e é bem sabido por quem conheceu fome e miséria, que dias fastos acabarão por surgir.
Mas quem grita lá no alto, mente : para acalmar o Povo,afim de dominá-lo melhor.
"- Ó Zé Parvinho ! Cala-te, senão ainda apanhas mais."
Nós temos, felizmente, um filósofo no País : Sócrates !
- O quê, não é o mesmo ? Essa agora !
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