vendredi 15 octobre 2010

Destino

O destino sempre foi cruel para comigo
Sem que eu saiba qual a razão..
Por que eu mais procure, não consigo
Resolver esta difícil equação.


Ó tenebroso e desconhecido futuro
Tem dó, piedade de mim
Porque jamais eu vivo no seguro
E não posso continuar assim.


Viver  no gume da espada,
Eis pois o meu triste fado :
Ter assim uma vida  danada,
Foi para tal que eu fui nado ?


E é sempre com nostalgia,
Um tão-só de saudade, de lembrança,
Quando outrora, certo dia
Ainda mantinha viva a esperança.


Porém apagou-se a vela, apagou-se a luz
Caí no tenebrismo, no vazio, no fim.
Fui pregado então na cruz
E findaram a paz e alegria para mim.


Nem sempre as boas palavras têm um real e verdadeiro sentido porque presentes que para apresentarem o bem ou o mal, fontes do texto, essência elementar e reguladora do mesmo. 
Infeliz,eu ? - Nem por isso ! Portanto elas são pertinentes, mensageiras abstractas duma imagem fatalícia, faltosa, falsa, duma realidade duvidosa que ningém ousaria afirmar como tal ou negar.
E vós, senhores do oculto, do tenebrismo, dos aquém e além cosmos, universos, galáxias, qual o vosso empenho neste assunto que nos tormenta, que nos rói ?
De que lado se encontram a realidade, o bem, o mal, qual o vosso empenho ? O certo é que luz um dia haverá, verdade um dia será.
Fontes do mal  ? - Nem por isso. Origens do bem ? - Tampouco.


Ó fado que foste fado...
Assustador, estrondoso, virulento. Eis surgir do ponto zero uma luz que brilha cada vez mais, uma luz branca, encandeante, mágica,  uma  luz esclarecedora, enfeitiçante. E as nossas idéias vislumbrantes, vivicantes estrondam, ganham volume : - eis a vida !
Findou o apagão.

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