dimanche 31 octobre 2010

Algarve & Lisboa



























mercredi 27 octobre 2010

Je ne voudrais point paraître incorrect  lorsque je me déplace dans les transports publics,  mais je suis obligé de constater que  je ne suis point meilleur qu’un autre, un rustre quelconque sans aucune délicatesse, stressé, pressé, ce qui n’est pas du tout naturel chez moi. C’est malheureux et attristant que je me comporte de cette façon ; mais enfin de compte je me conduis comme tous les humains que je côtoie. Peu  à peu nous nous transformons en bêtes à cause de l’empressement  exagéré  auquel nous sommes abonnés.
Et dire que c’est facile de critiquer à tout va, un tiers qui s’est employé à agir de telle ou telle manière, de lui attribuer tous les défauts, tous les vices, toutes les tares lorsque nous n’en sommes guère meilleurs. C’est malheureux, en effet.
C’est ainsi que l’on critique les adolescents : - Ils n’ont guère d’éducation, dans ma jeunesse ce n’était point comme cela que les choses se passaient, tralala et tralala… « Ce sont des voyous, maintenant, il n’y a que cela… ».Conflit de générations ? – Certainement, oui.
Il serait peut-être plus prudent  de commencer par faire le balayage devant sa porte, « before »dire et faire n’importe quoi, de faire sa lessive avant celle des autres, et de montrer le bon exemple en étant correct soi-même, respectueux d’autrui, lui montrant le chemin afin qu’il devienne correct et respectueux à son tour. Car si on ne le fait point, il n’aura aucun repère, l’effet miroir s’estompe et nous, à force et naturellement, deviendrons ce que nous détestons lorsque nous critiquons les autres : des fauves de la jungle humaine, répugnantes et vilaines créatures.
Il est vrai que les temps sont durs. Mais ils l’ont toujours êté et continueront à l’être d’une façon ou d’une autre. Le modernisme facilite les choses mais ne les améliore guère question relations humaines. La télévision et l’internet nous promènent dans des mondes irréels, évasifs, ce qui n’était point permis dans le passé, où la réalité était toujours, et cruellement, présente, où il n’y avait aucune place pour la rêverie.
Finalement, nous sommes pris dans la tourmente, nous glissons, dérapons, sommes pris dans l’engrenage, dans les rouages, d’une frénésie collective. Nous cédons  à la facilité, obéissons à l’instinct animal, nous éloignons de nos bases premières qui furent celles de notre éducation d’alors, de notre jeunesse, de notre enfance.
Que faire ?
Impossible imaginer que l’on puisse changer le monde soi-même, tout seul, sans aucune aide collective, oui, je dis collective parce que  l’individualisme est partant pour échouer  dans tous les cas d’ordre moral, inefficace en toutes situations, périlleux dans les cas fragiles et délicats. Il faut donc un ordre moral institutionnel et basique pour tout le monde, avec remise à niveau et  lessivage des moralités, mentalités dépravées.

mardi 26 octobre 2010

Os donos de Portugal.


De quem é Portugal ?

À primeira vista, e depois dos textos, o nosso País pertenceria aos cidadãos, visto ser considerado uma democracia de tipo ocidental,espécie de governos que se pretendem reis da liberdade e aonde todos têm algo a dizer, em cujos países seríamos todos iguais.
Mas a teoria é uma coisa, a prática outra e a realidade outra coisa ainda. Na aparência (que é ainda outra coisa), cada Português é prezumido possuir um bocadinho do País : não pertence este a todos ?
Que utopia ! Há bem quem possua um bocadão mas também há que nem um quinhão.
Raios partam a democracia então, porque de barriga vazia não se pensa bem, somos excluídos dela. A igualdade ? Qual igualdade ? – Em todo os casos,ela não se aplica aos pobres e aos ricos, tampouco a todas as camadas da sociedade.
É pena. Portugal que é um país tão bonito,não possuir os meios necessários para um justo e bom funcionamento que permitiria ao nosso povo de viver dignamente.

A quem a culpa ?

A culpa não pode ser implicada que aos políticos, maus gerentes cujos interesses pessoais primam sobre tudo e cuja vaidade (todos os Portugueses são vaidosos) os desinteressam dos verdadeiros problemas do nosso tão querido Portugal. Adormecem as pessoas com bonitas palavras, embriagam-nas com longos discursos,muitas palestras, futilidades.
Os canais de televisão nacionais adormecem-nos com Portugueses imigrantes em todos os cantos do Mundo, Portugueses que têm uma vida decente porque emigraram,mas esquecem-se dos outros.E porque partiram os emigrantes ? –Porque em Portugal é impossível viver para a maíoria, porque no País não existem soluções para os nossos concidadãos.
E esta televisão elitista persiste e insiste : grandes chefes de empresa nos USA, Brasil ,Austrália e Canadá, e mais, e muito mais.
Gabarolas !
Concursos televisivos são frequentement apresentados, concurso aliás de sabor duvidoso e de imaginação medíocre, perante cujas câmaras desfilam candidatos, olá,”de classe”. Pois são todos advogados, engenheiros, chefes de empresa, e , passemos porque é demais.
Ninguém gosta de gente feia e pobre, neste País.
Televisão pública, esta ? – Difícil de acreditar : onde está a maioria silenciosa, o Zé Povinho ? – Ninguém se conhece aí, não é ?

Promessas.

Tantas promessas portanto, tanta água pelo rio abaixo, águas turvas, barrentas, de uma opacidade muitas vezes provocada propósitamente afin, tal como o latim de outrora, afim de deixar a população no obscurantismo, explicando-lhes então que a política tem que ser compreendida por uns, aplicada por outros, para uns e para outros… Que confusão ! Estudar durante anos e anos para se aprender que se é burro,-não esqueçamos que contráriamente ao que se diz,também há animais destes inteligentes.


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Apróximamo-nos passo a passo do Natal e de um novo ano, que todos esperamos e desejamos a todos os nossos familiares e gente amiga, muito próspero.
Porém , as condições ideais estão longe de estarem reunidas para enfrentar-mos esta perspectiva com lucidez e confiança. A espada de Dâmocles, tirano de Siracusa, paira sobre nós, ameaçando-nos incessantemente dos seus gumes afiados, mortíferos, assustadores.
Em Portugal, as condições estão longe de estarem reunidas para que o nosso Povo se sinta securizado ; mas este está habituado às acumulações de crises incessantes, intermináveis, sucessivas.
- Coragem ! - gritam-nos vozes alheias lá nas alturas. Melhores dias aparecerão, a tempestade cessará, e é bem sabido por quem conheceu fome e miséria, que dias fastos acabarão por surgir.
Mas quem grita lá no alto, mente : para acalmar o Povo,afim de dominá-lo melhor.
"- Ó Zé Parvinho ! Cala-te, senão ainda apanhas mais."
Nós temos, felizmente, um filósofo no País : Sócrates !
- O quê, não é o mesmo ? Essa agora !

jeudi 21 octobre 2010

Histoire d'eau






Quoi de plus décontractant, de plus romantique, que de ce promener sur les bords d'un lac et observer  les canards, et les cygnes, et  les oies  sauvages...écouter leur chants, ainsi que le gazouillis de l'eau ondoyante qui caresse les berges ou qui émerge des fontaines ? Il y a souvent des torrents d'eau pure qui nous transportent dans des profondeurs abyssales, dans les pays du rêve, dans l'irréel...

dimanche 17 octobre 2010

Le train







Le train défile à grande vitesse, dans son ron-ron rythmique, sacadé, il nous emmène ailleurs. Où ? - Va savoir... il roule, il roule, sans se poser de questions. Il sait qu'il est là pour rendre service aux gens, un point, c'est tout. Mais il les emmène, il les promène, il les balade.
Il est beau, le train ; il est bien conçu, il a belle allure. Il est costaud aussi, il est résistant, il a été conçu pour résister aux intempéries : à la chaleur, au froid, au temps sec, à l'humidité.
Ô petit train de banlieue adorable, ce que tu peux être chouette. Merci pour le service que tu nous rends car sans toi nous serions perdus, nous aurions beaucoup plus de peine à nous rendre au travail, à circuler, nous manquerions de mobilité.
Les beaux paysages défilent à grande vitesse dans le sens contraire. Et nous nous amusons à regarder dehors la flore verdoyante qui jonche autour des voies, végétaux tantôt fleuris, tantôt cuivrés, selon le goût des saisons.

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vendredi 15 octobre 2010

Destino

O destino sempre foi cruel para comigo
Sem que eu saiba qual a razão..
Por que eu mais procure, não consigo
Resolver esta difícil equação.


Ó tenebroso e desconhecido futuro
Tem dó, piedade de mim
Porque jamais eu vivo no seguro
E não posso continuar assim.


Viver  no gume da espada,
Eis pois o meu triste fado :
Ter assim uma vida  danada,
Foi para tal que eu fui nado ?


E é sempre com nostalgia,
Um tão-só de saudade, de lembrança,
Quando outrora, certo dia
Ainda mantinha viva a esperança.


Porém apagou-se a vela, apagou-se a luz
Caí no tenebrismo, no vazio, no fim.
Fui pregado então na cruz
E findaram a paz e alegria para mim.


Nem sempre as boas palavras têm um real e verdadeiro sentido porque presentes que para apresentarem o bem ou o mal, fontes do texto, essência elementar e reguladora do mesmo. 
Infeliz,eu ? - Nem por isso ! Portanto elas são pertinentes, mensageiras abstractas duma imagem fatalícia, faltosa, falsa, duma realidade duvidosa que ningém ousaria afirmar como tal ou negar.
E vós, senhores do oculto, do tenebrismo, dos aquém e além cosmos, universos, galáxias, qual o vosso empenho neste assunto que nos tormenta, que nos rói ?
De que lado se encontram a realidade, o bem, o mal, qual o vosso empenho ? O certo é que luz um dia haverá, verdade um dia será.
Fontes do mal  ? - Nem por isso. Origens do bem ? - Tampouco.


Ó fado que foste fado...
Assustador, estrondoso, virulento. Eis surgir do ponto zero uma luz que brilha cada vez mais, uma luz branca, encandeante, mágica,  uma  luz esclarecedora, enfeitiçante. E as nossas idéias vislumbrantes, vivicantes estrondam, ganham volume : - eis a vida !
Findou o apagão.

dimanche 10 octobre 2010

Bio

Bio ou business ? – drivel !

La tendance veut que l’on mange du naturel, tous produits dépourvus de graisses, acides, sels, sucres, vitamines, avec les bonnes vitamines et point les mauvaises, dépourvus de toutes substances chimiques, enfin, que l’on mange et que l’on boive ainsi que les grands chamans du lobbying, l’on décidé, suggéré.

Il  ne faut pas manger de viandes grasses, pas de porc donc, pas de charcuterie ( jambon, saucisson,  saucisses,  etc., etc.). La viande rouge est déconseillée ainsi que les poissons gras, point de pommes de terre, ni riz, ni pâtes, ni...Sans oublier qu'il ne faut point boire de boissons alcoolisées ( pas de vin, pas de bière, pas de cidre, pas d'apéritifs, les digestifs ?  - Il ne faut même  pas y songer ! ).

Les sodas eux aussi nous sont interdits, car ils  contiennent beaucoup de sucres, de matières toxiques,  de produits chimiques. Il ne nous reste donc plus qu'à suivre l'exemple des lapins  et des ruminants, encore que ces derniers polluent l'atmosphère  parce qu'ils sont ruminants précisément.

Et nous, pauvres ouailles innocentes, ingénues, les suivons pas à pas, docilement. Car nous sommes conscients des dangers qui guettent la nature afin de la détruire. Eh, oui. Nous préservons la Planète, préparerons celle-ci afin que nos descendants puissent y vivre dans le bonheur, puissent avoir une vie saine, vivre en bonne santé, une longue vie…Et  il faut bien surveiller notre santé ; ah si l'on pouvait dépasser  la centaine tout en conservant une santé de fer dans un moral d'acier...

En attendant, l’énarque se remplit les poches, continue à vivre une vie luxueuse, mange dans les grands temples de la gastronomie, sans se soucier le moins du monde du contenu de son assiettée. Après tout c’est lui le chef, lui le grand décideur. C’est lui qui a fait des études dans les grandes écoles où l’on apprend à gérer les masses, les foules, les…agneaux. Et il a ses petits larbins, disciples endoctrinés, ses commerciaux, pour distribuer l’idée, l’information, chargés de la vente.

Et puis, manger une pomme avec une petite chenille – une toute petite chenille, disons une chenillette,- c’est bio, c’est tendance, c’est…chic. Personne n’est jamais mort pour avoir mangé un petit verre ou un petit asticot : il paraît que cela fait même beaucoup de bien, car elles contiennent beaucoup de bonnes protéines, de sels minéraux, des oligoéléments.

Tout ceci a un prix, ne l’oublions point. Et un prix conséquent à la campagne, évidemment !

Une personne ayant un bas salaire se trouve exclue d’office de ces bienheureux élus qui vont pouvoir profiter des bienfaits de ces miraculeux produits. La fine bouche n’est point permise à tout le monde. Manants ? – ne point les voir, pardi. Il ne manquait plus que cela ! L’élégance, le luxe, le bien-être, ne sont point permis à tout le monde. Il ne manquait plus que cela. Il y a ceux qui ont de la classe et ceux qui ne l’ont pas. Et puis, zut, il y a des éléments nuisibles dont on n’a aucun besoin, à éliminer donc.

Mais bio, n’est-ce point la vie et pourquoi s’approprier donc un nom pour ce qui existait déjà ? Ah !

« Les voies du Seigneur sont impénétrables », c’est bien connu de tous les fidèles (je tairai le nom), il faut bien une certaine abstraction afin que la compréhension soit sélective, propre à une élite désignée, élue, enfin… N’aille point le vulgaire sujet, qui se dit citoyen, réclamer lui aussi, le droit à la « qualité », donc, par conséquent, une baisse de prix qui ne serait plus propice aux affaires et qui feraient choir celles-ci à moyen terme.

En un mot :préservons la nature, notre santé, ainsi que la santé financière de nos dirigeants !












VOICI, LA VRAIE NATURE.
Nul besoin de chamans donneurs de leçons ni de prophètes afin que l'on comprenne que les bonnes choses sont là et celles que l'on voit et avec lesquelles on communie.

Quoi de  plus naturel que la nature,
De plus vrai, plus réel ?
Quoi de plus beau, quelle chose  plus pure ?
Rien n'est plus naturel.

Les  plantes vertes, les fleurs,
Les montagnes, les collines, les monts,
Implantent  fort dans nos coeurs
Les belles images qu'elles sont.

lundi 4 octobre 2010

AUTOMNE

Nous sommes rentrés dans la quatrième partie de l’année dans le bel automne des feuilles mortes, feuilles d’un cuivré poétique, nostalgique…qui nous fait réfléchir agréablement, qui nous rappelle le passé, quelque part notre enfance.
Mois d’octobre, mois de ma naissance, mois du signe de la balance, mois adorable. Il fait encore beau, température agréable, température idéale pour qui n’aime point la chaleur, pour qui n’aime point le froid.
Nous sommes heureux dans nos maisons douillettes dans lesquelles le confort ne nous fait plus défaut comme autrefois, où tout nous est accessible, où il fait bon vivre.
Tournons le bouton, écoutons la musique que nous aimons, rêvons, laissons nous aller, emballer, entraîner… Voguons dans les vapeurs de l’euphorie de la joie de vivre cette vie que nous aimons, soyons tous heureux, soyons toujours positifs et tentons de ne penser qu’à notre bonheur et au bonheur des autres, essayons de leur communiquer notre philosophie, notre allégresse, notre optimisme.
Certes, il y a des gens qui souffrent. Mais les gens qui souffrent ont eux aussi des moments d’allégresse, des moments de distraction dans lesquels l’oubli de leurs souffrances est nécessaire, car il faut vivre, car il faut de l’espoir, expression biblique d’ailleurs, pilier de la construction de la civilisation, pierre fondamentale.
L’automne est la saison des vendanges, du vin nouveau, des marrons, des citriques… On y tuait le cochon dans le temps mais si on ne le tue plus, on y pense toujours avec nostalgie, surtout si l’on a vécu à une certaine époque, si l’on a vécu en milieu rural .Ó quel beaux souvenirs !