No meio do Atlântico As histórias que se contam
Nasceram os Açores Mitos que alguém criou
E Deus que é artista E Deus que tudo pode
Pintou-os de mil cores. Esta terra abençoou.
As hortências são azuis Esta maravilha da natureza
Da cor da terra e do mar Ficará sempre na memória
Muros feitos de flores Descobertos por Portugueses
Onde as árvores vão poisar. Fazendo parte da nossa história.
O silêncio destas ilhas Saudades já eu tenho
Faz-nos também meditar Daquele verde florido
Mas também se ouvem sons Do ar lhes fiz adeus
Que são do vento a passar. Pena de tão cedo ter partido.
As pedras negras das rochas
Que os vulcões lhes ofereceram
São figures irreais
Que doutros tempos vieram.
(Albertina da Conceição Sequeira)
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Vão passando...
Passa gente na minha rua
Pessoas que nunca vi
Lembo-me da minha aldeia,
Daquelas que conheci.
Caras de gente bem nova
Outras de velhos cansados
Gente estranha que aqui passa
Uns falando, outros calados.
Nem sempre dizem bons-dias
Já não se cumprimenta ninguém
Outros tempos bem diferentes
Não se diz : - Passem bem.
Os sonhos de cada um
Devem ser bem diferentes
Pela cara não se percebe
Se vão tristes ou contentes.
A vida é para se viver
Mas com conta e medida
Haverá muito e muito tempo
Para se dizer adeus à vida.
E esta gente que passa
Irá para algum lugar
Uns devem morar nesta terra
Outros virão passear.
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