mardi 21 septembre 2010

Poemas (Açores)


No meio do Atlântico                        As histórias que se contam
Nasceram os Açores                        Mitos que alguém criou
E Deus que é artista                         E Deus que tudo pode
Pintou-os de mil cores.                    Esta terra abençoou.


As hortências são azuis                   Esta maravilha da natureza
Da cor da terra e do mar                   Ficará sempre na memória           
Muros feitos de flores                        Descobertos  por Portugueses
Onde as árvores vão poisar.            Fazendo parte da nossa história.
                               
O silêncio destas ilhas                      Saudades já eu tenho
Faz-nos também meditar                  Daquele verde florido
Mas também se ouvem sons           Do ar lhes fiz adeus
Que são do vento a passar.             Pena de tão cedo ter partido.

As pedras negras das rochas                 
Que os vulcões lhes ofereceram
São figures irreais
Que doutros tempos vieram.

(Albertina da Conceição Sequeira)


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                                           Vão passando...

Passa gente na minha rua  
Pessoas que nunca vi
Lembo-me da minha aldeia,
Daquelas que conheci.
                                                       
Caras de gente bem nova
Outras de velhos cansados
Gente estranha que aqui passa
Uns falando, outros calados.

Nem sempre dizem bons-dias
Já não se cumprimenta ninguém
Outros tempos bem diferentes
Não se diz : - Passem bem.

Os sonhos de cada um
Devem ser bem diferentes
Pela cara não se percebe
Se vão tristes ou contentes.

A vida é para se viver
Mas com conta e medida
Haverá muito e muito tempo
Para se dizer adeus à vida.

E esta gente que passa
Irá para algum lugar
Uns devem morar nesta terra
Outros virão passear.

(Albertina da Conceição Sequeira) 



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