mardi 21 décembre 2010

BLUES BROTHERS Gimme Some Lovin'

BLUES BROTHERS Gimme Some Lovin'

Frank Sinatra - Fly me to the moon

Dean Martin - Everybody Loves Somebody Sometimes (1964)

Don't Let Me Be Misunderstood - Santa Esmeralda

AC/DC Highway to Hell

Adriano Celentano - I want to know ( Original )

DANCE MUSIC MIX

Guns N' Roses - Paradise City

samedi 11 décembre 2010

Glenn Miller & His Orchestra - Stardust

Dominique

Chico Buarque - A Banda

Festival RTP 1966 - Madalena Iglésias - Ele e Ela (R)

Vox populi

Portugal é um pequeno País cujos bastidores se encontram assentes e identificados a um terceiro-mundismo do qual nunca se extraíu. Na cena política internacional, promulga alto e forte leis defendendo direitos de avançado-centro no domínio do progresso, progresso “tapa-olhos” , aliás.
Organizam-se “espectáculos”desolantes, horríveis, sangrentos,puros massacres dignos da idade média, da qual o nosso País nunca saiu, infelizmente. Matam-se animais cujo sangue excita um público alvoroçado pelo clamor ambiental, sugerido por promotores de espectáculo, puros ratos da finança.
A pessoa não evolui porque o meio ambiental não o permite e enquanto os interesses dos grandes dignitários estiverem em jogo ;.adormer o povo para controlá-lo melhor, porque não ? Uma autarquia crê talvez fazer bem ao organizar estes espectáculos de outra idade afim de atirar fundos para o mealheiro do município ; mas não se apercebe que o turista estrangeiro, assim que alguns nacionais, têm horror dos espectáculos sangrentos e desconsideram o nosso País por essa e outras razões do mesmo tipo.
Outro motivo invocado pela comunidade internacional, é o problema da caça : dá-se alvará a alguns priveligiados para caçar numa época em que ninguém necessita da caça para sobreviver e que o faz em terrenos que não lhes pertence tampouco. E ousam chamar desporto ao feito de massacrar, de matar.
E a democracia em tudo isso ? Antigamente, a caça era reservada à nobreza e agora é reservada a outra categoria de gente ; e reservada porquê ?- É evidente que ela é reservada igualmente à classe dirigente, isto é, a todos, salvo à massa laboriosa, contra a vox populi.
Muitas aves estão em vias de desaparecimento. Portanto em Portugal exterminam-nas e comem-nas. Paradoxalmente , muitas ementas de certos restaurantes contêm passarinhos assados, fritos ou grelhados a todos os molhos, enquanto que a lei diz protegê-los.
Portanto necessitamos das aves para destruírem os insectos e outros nuisíveis aos homens, aos animais e às plantas.
Portugal necessita modernismo e não regressão, progresso e não estagnação. Chamar tradição a actos bárbaros é apelar à regressão e ao obscurantismo.

dimanche 5 décembre 2010

Cá vamos.

Por caminhos sinuosos calmamente vou andando,
No meu ritmo lento, com toda a minha calma ;
De tempos em tempos, sem procurar vou encontrando
Alimento para o meu corpo, paz para a minha alma.

Desço ao longo da torrente, direcção do aval.
Devagarinho,lentamente, vou avançando.
Descanso se estou cansado, paro se me sinto mal,
Assim sigo o meu destino, não sei até quando.

No meu percurso vou pensando, meditando,refletindo
E digo cá comigo : “ O Mundo é bonito, realmente belo.
As paisagens são maravilhosas, o céu brilhante e lindo,
E eu entusiamado,contente e feliz, por assim vê-lo. »

Se a Humanidade pudesse como,eu, estar sempre contente,
O Mundo seria um Paraíso, maravilhoso, fantástico, formidável.
Havendo felicidade,paz e alegria para toda a gente,
Certamente que no Mundo tudo seria mais agradável.

Dalida - Amor Amor (Diaporama)

Bonnie and Clyde

vendredi 3 décembre 2010

DALIDA, LE TEMPS DES FLEURS

BONEY M. DADDY COOL

Obesidade

A obesidade é uma antítese consequente ao bem-estar actual, onde a má qualidade e a dureza da vida já não são os mesmos de outrora, felizmente. Ela impede as pessoas de viverem uma vida normal, na maior parte dos casos, por impedi-las de se movimentar como toda pessoa normalmente constituida. E as pessoas para se sentirem bem em sociedade, necessitam uma certa elegância afim de não se sentirem excluidos dela.
Uma pessoa bem constituida não é sinónimo de pessoa magra. Há limites a tudo : uma musculatura é necessária ao bom funcionamento de todo organismo vivo assim como alguma gordura em consequência.
Há que saber diferenciar também um gordo de um obeso : este último sofre de uma verdadeira doença que precisa tratamento médico e recorrer à cirurgia em muitos casos graves.
Muita gente, raparigas novas em particular, vive ao ritmo dos “media” e vê nos seus ídolos a imagem que ela se representa da beleza : as estrelas de cinema, os manequins, assim como os grandes deste mundo, apresentam-se em público todos bonitos, bem vestidos e todos parecem ser bem constituídos. Ao querer imitá-los, essa gente está pronta para sofrer os maiores sacrifícios e martírios.
Os sentimentos de complexo (Porque um complexo é um conjunto como muita gente sabe.) são naturais em todos nós, infelizmente, sem exclusão alguma. Todos nós nos sentimos indispostos quando um pequeno defeito, muitas vezes imaginário, surge. Preocupamo-nos logo a corrigi-lo e a disfarçá-lo com um “make-up” ou outra artimanha. Se é um abdómen um pouco voluminoso…Ai Jesus !
Os hómens (e mulheres) de negócios, especialistas do marketing e da especulação, encontraram aqui um supernegócio lucrativo : basta ver todas as publicidades apresentando aparelhos de tortura, mais disparatados uns que os outros, assim como produtos à base de “vitaminas”, farinhas e outros.
Os regimes alimentares de emagrecimento encontram-se em todos os cantos de rua e como é proibido citá-los… há-os de todos os nomes e de todas as cores. É a moda, a “New wave”, a ratoeira (Ai, Deus !).
Outra ratoeira a evitar : seguir um regime no qual se passe fome, que tem como consequência inevitável o efeito de vaivém (yo-yo em francês). Pois logo que cessemos uma dieta a gordura apodera-se de nós como um desafio ao afronto que lhe fizemos. De um dia para o outro encontramo-os com mais quilos que antes de começar o regime.
O remédio
É simples, basta comer e beber simplesmente produtos normais, desprovidos de gorduras e de feculentos. Dizem as pessoas que o azeite de oliveira é muito bom para a saúde. É verdade, evidentemente. Mas um azeite ou uma manteiga contêm muitas calorias : comer uma salada a nadar no azeite é como se se comesse um bocado de toucinho do mesmo peso. Uma boa salada com um mínimo de de azeite não faz engordar ninguém. Os bons legumes verdes, a fruta, o peixe, o frango e o perú (Evitar a pele) também não fazem engordar ninguém. Se evitarmos os açúcares – rápidos e lentos,- o chocolate, o álcool, os sumos engarrafados,tudo irá pelo melhor. Também se pode beber águas com gás e Coca-cola light.
Nenhuma necessidade de passar fome. Estes alimentos podem ser consumidos à vontade e à pessoa querendo emagrecer basta-lhe comer assim, sem seguir nenhum regime em particular e sem gastar um tostão em produtos mirabolantes e dispendiosos.

jeudi 2 décembre 2010

Grandeza de alma


Um povo sem nobreza é o escárnio do Universo ; os seus membros erram e sofrem, portanto inocentes vítimas de um destino que não escolheram e ao qual são alheios.
Danados neste Mundo imerecidamente, Boémios do além e do aquém, mártires e vítimas de caciques sem escrúpulos, ei-los erigidos em heróis quando utiltários às urnas e à finança.
- Então "populaça", os responsáveis do vosso declínio, que vos abandonaram na fossa, na arena dos animais ferozes, que não alimentaram os vossos espíritos afim que a vossa ignorância grande fosse, vêm solitar-vos agora que necesidade há ?
Sede dignos vós mesmos, vós que tendes a expriência do Mundo por tanto haver sofrido, por tanta vereda percorrida. mostrai-lhes que tendes maior valor que eles, que o vosso coração é mais bondoso que o deles.
E eles ajudam os carrascos. E estes continuam a fazê-los sofrer.
Portanto a Fé nunca os abandonou, continuam a acreditar num melhor futuro para seus filhos, têm a Esperança que dias melhores surgirão, que Deus os recompense finalmente de tanta humilhação.
Um emigrante.

Depuis ma fenêtre le1 déc.2010

mercredi 1 décembre 2010

Radio Jornal FM 103.6 - Internet Radio Portugal | Radioguide.fm

Radio Jornal FM 103.6 - Internet Radio Portugal | Radioguide.fm

Creio, porém...

Eu creio, mas não sou o que eu creio, porque a razão deixa de o ser, ao acreditar naquilo que eu penso justo e não o é. O povo não mente ao afirmar que estou errado, porque experiente. Se ele o afirma, é a sua palavra contra a minha e um grão de saibro num imenso deserto...não é nada, não tem interesse.
Mas Deus deu-me uma alma e um corpo : eu sou, existo então (Descartes). Qual a orientação razoável nesse caso ? Talvez bipolar, penso eu , se é certo que penso bem.
O meu ser balança ao ritmo dos ventos, ventos que me levam algures, longe, muito longe, a muitas léguas de mim mesmo, do meu paradeiro espiritual. E eu sinto-me feliz e ligeiro como uma nuvem estendida no céu azul sob um doirado sol que ele acarinha e a quem envia mensagens de amor lá do cimo, do Zénite.
Sou feliz então, porque a "importância" do verbo deixou de ser fundamental num Mundo que me ignora, mas que eu (masochista ?)adoro.A "importância"substancial do meu "ego" tem origem num autismo imposto pela agressividade alheia ; isso depois os banhos baptismais e de um conceito ditatorial excêntrico e doentio.O destino não recua, porém, e as linhas do horizonte surgem em face, perante nós.
Viva a felicidade e o bem-estar de todos nós, porque somos aquilo que cremos e a nossa fé que dizem por vezes virtual, abstracta, é mais forte que a mentira, o tabu, e mesmo a verdade.

L'Encyclopédie de L'Agora

L'Encyclopédie de L'Agora

L'Encyclopédie de L'Agora

L'Encyclopédie de L'Agora

Albufeira & Loulé

mardi 30 novembre 2010

Manitas de Plata - Por el camino de Ronda

Santana - Europa (HQ Audio)

Carlos Santana- EUROPA

Jimi Hendrix Voodoo Child by tribute AXiS - Live at Woodstock 40th Anniv...

Jimi Hendrix - VooDoo Child (live)

TABU - Eu ouvi o passarinho

Conjunto António Mafra - Sete e Pico (som apenas)

Tchaïkovski: La Belle Au Bois Dormant 1

-Tchaikowsky- Le Lac Des Cygnes 1

TCHAIKOVSKY . Le Lac des Cygnes Majestueux

lundi 15 novembre 2010

OPTIMISMO

Eu vivo uma vida agradável, fantástica ; sinto-me feliz
Tudo o que me rodeia agrada-me, dá-me alegria ,muita alegria.
Vivo tranquilamente, descontraído, toda a gente o diz,
Em total abstracção, ausência, plena euforia.

Vogo sobre as nuvens que me embalam, nelas adormeço.
Sinto-me algures no espaço,muito, muito ligeiro,
Muitos amigos meus vivem assim ; e pessoas que eu conheço
Que vivem contentes, felizes, mesmo sem dinheiro.

Amo a vida, adoro-a, no seio dela mergulho, sem medo.
Gosto da multidão, das pessoas, da gente que acho boa.
Também gostam de mim, por vezes oiço falarem em segredo,
Dizem que sou agradável, bom que sou muito boa pessoa.

dimanche 14 novembre 2010

ARCO...IRIS: PESSIMISMO.

ARCO...IRIS: PESSIMISMO.

PESSIMISMO.

A melancolia é um mal que destrói o meu ser,é insuportável,
Não a tolero mais ; não sei o que hei de fazer , como agir.
Não aguento mais este mundo cruel, desagradável,
Como fugir esta situação,como a largar, dela sair ?

Tenho na vida momentos maus, desagradáveis, de tristeza,
Que me fazem terrívelmente mal, muita dor,muito sofrer.
Portanto adoro tudo o que se relaciona com a natureza
Que em certos momentos me ajuda a tudo esquecer.

Tende piedade de mim, ajudai-me, ó deuses, na minha aflição.
Dai-me tranquilidade de espírito,alegria, dai-me bem-estar.
Afim que eu possa aceder ao trono da serenidade,da razão,
Que finalmente eu possa, e seja bastante forte para tudo suportar.

samedi 13 novembre 2010

ARCO...IRIS: Caligrafia...

ARCO...IRIS: Caligrafia...

Caligrafia...

Parece que as cartas manuscritas e enviadas pelo correio normal, estão em vias de desaparecimento. Pelos vistos, toda a gente utiliza o correio electónico e outros meios de comunicação afim de se enderçar a familiares e outros correspondentes. O modernismo facilitando as coisas, não há mais tempo a perder. O avião é um meio de viajar rápido e as longas distâncias deixaram práticamente de o ser. Telefonar para o estrangeiro é gratuito ou quase. E a internet permite contactar imediatamente não importa quem, na outra ponta do Mundo. Mas há algo que desaparece simultâneamente,sem falar da nostalgia: o romantismo, a poesia, a caligrafia,artes e ingredientes essenciais da vida.
Todos os documentos antigos eram redigidos manualmente, e os seus autores, desde o mais modesto escriturário até ao maior edil da província ou do districto, eram autênticos artistas na matéria. Cada um possuia o seu estilo pessoal e aplicado. Todo acto do Registo Civil era uma verdadeira obra de arte, peça única agradável a ver.
O calor humano desaparece pouco a pouco afim de ceder o lugar à frieza do robotismo ; e as pessoas olvidam o humanismo. Os mais novos, só havendo conhecido o meio ambiental ao qual foram e estão acostumados, ignoram totalmente o que são, crêem que sempre assim foi e que assim o será. Se eles conhecem a fortuna o que é bom nesta vida, todo o conforto (o que não é nada mau para eles),há algo de que carecem, que lhes falta totalmente : esta arte de viver de outrora, com pequenos pormenores que davam coração e alma à existência.
Talvez mais tarde,ulteriormente, venham a criticar a geração anterior à sua, tenham saudades da mocidade, critiquem a actualidade do momento, encontrem outros argumentos. E porque não uma retrospectiva do passado, com um novo condicionamento das mentalidades moralistas, uma volta em força ?
O progresso não impediria a utilização do melhor dos recursos humanos, pelo contrário, ajudá-la-ia, se os nossos maiores “regedores”se ocupassem mais da moralização da juventude, embrião das futuras gerações.

jeudi 4 novembre 2010


Lá no alto, na região do Olimpo, Euterpe, Erato, Calíope,suas irmãs,  cantam  lindas canções sobre o  monte Hélicon, sítio de onde são oriundas.São acompanhadas por Orféu e  pelos aedos que tocam lira e cantam em coro,canções e mύsicas divinas.
« Mύsica, ό doce mύsica, tu que abanas o meu espírito, sê bendita. Adoro-te, ό tu que me fazes vibrar, corpo e alma, todo o meu ser. »
« Os teus ritmos doces e suaves, por vezes, diabόlicamente movimentados  noutras, fazem-me esquecer que existo, enlouquecer, quem sou. Portanto não sei cantar, tocar ou dançar, mas entro en transe quando as ondas vibratόrias emitidas por tuas vozes, teus instrumentos,acompanhadas de raios cόsmicos dançando ao ritmo que impões, atravessam o meu corpo,sacodem a minha subconciência,atingem o meu espírito, a minha alma. »
« Vibro, sacudo-me,acompanho o ritmo batendo o pé, tento imitar a tua voz num murmύrio, num sussurro que mais parece um assopro, vislumbrado, jubilando, em transe, fora de mim. »


O céu rasgou-se e apaixonou-se pelos raios brilhantes, transportadores de harmonia, prazer e bem-estar.

E a doce música deixou-se ouvir para lá do monte Olimpo. E mesmo Zeus se deixou adormecer pela suavidade da voz das suas filhas.

mardi 2 novembre 2010

Soupe de pierre et arjamolho


                                                                                                                                                        Autrefois, lorsque j’étais enfant, mes aïeuls me racontaient maintes histoires au coin du feu, sous une cheminé à l’ancienne, large et vaste. Un madrier brûlait constamment dans l’âtre et la marmite bouillait durant des heures et des heures, mijotant le rata du soir.
Les journées de travail champêtre étaient éternelles, donc les gens s’attardaient le soir, attendant que le repas fût près. Et ils racontaient des histoires aux enfants, des histoires fantastiques, car ils étaient de sacrés narrateurs. C’est ainsi que les légendes prirent naissance au fil  des siècles, se transmettant oralement par des gens qui ignoraient pour la plupart ce que c’étaient les prémices de la littérature.
Dans leurs narrations il y avait toujours des extrémismes, tels un certain avare dont le nom est passé aux oubliettes. Passons ! Et il y avait toujours des gens très rusés : les soldats, les étudiants, dans un deuxième temps.
Pourquoi les soldats et les étudiants ? – Tout simplement dû au fait qu’ils avaient un « vécu », ils avaient une certaine expérience de la vie, connu quelque chose d’autre que leur coin campagnard, ils avaient fréquenté d’autres milieux, connu beaucoup de gens, par rapport aux gens de l’époque.
C’est justement un soldat, rentrant au pays après sa campagne guerrière au service du roi et n’ayant point de quoi manger, qui demanda le gîte auprès de l’avare cité plus haut. N’oublions point que c’était la rase campagne  où il n’y avait guère de maisons, surtout à cette époque et où la pauvreté régnait.
Il demanda à l’avare s’il avait de quoi manger, à quoi celui-ci répondit par la négative, en tout bon avare qu’il était.
-          Cela ne fait rien,- lui répondit –il. N’auriez-vous point une marmite ou un récipient quelconque avec un peu d’eau, s’il vous plait ?
-          - Évidemment. Mais qu’allez-vous en faire, mon garçon ?
-          -J’ai appris à faire des tas des choses à l’armée car il fallait bien se débrouiller. Nous n’avions jamais rien sous la main et il fallait bien que l’on mange.
Et en ce faisant, le bougre alluma un feu sur lequel il posa la casserole avec de l’eau à chauffer. Tout ceci sous les regards curieux de l’Harpagon d’office et occasionnel.
-          Quand il y a à manger  pour un, il y en a pour deux. Les temps sont durs et l’abondance vous fait peut-être défaut, cher monsieur,- avança le militaire, tout en attrapant un gros galet qu’il se mit à nettoyer avec grand soin et qu’il mit à l’intérieur de la marmite
-          Que faites vous donc, jeune homme ? – demanda le rat.
-          Une soupe de pierre, tout simplement, rétorqua-t-il.
-          Mais voyons … cela ne peut guère avoir de goût.
-          Détrompez-vous, monsieur, - répondit le soldat. C’est vrai qu’avec un peu d’huile, le goût serait différent. Si…
Il n’eût point le temps de continuer. La curiosité primant, l’avare s’en alla chercher un peu de précieuse huile.
Et l’histoire nous apprit que le futé soldat réussit à se forger un vrai repas, grâce à la curiosité de l’avare.
Aujourd’hui, dans certaines régions, beaucoup de restaurants proposent dans leurs menus la fameuse soupe de pierre. La composition de la  recette ? – A la discrétion du chef cuisinier de l’établissement, certes.
                                                               Gaspacho (Arjamolho)
Au sud du Portugal, jusqu’à une époque relativement récente, tous les transports se faisaient à dos de mule.
On appelait les « routiers »de l’époque almocreves (muletiers).
Leur condition de vie n’était guère des meilleurs, leur repas se composant le plus souvent d’un morceau de pain sec et rassis, accompagné de quelques olives et de la viande de porc salée.
Afin de manger quelque chose de mou et frais, alors que la fraîcheur manquait, ils mettaient de l’eau dans un bol, avec de l’ail écrasé, de l’huile d’olive et un peu de sel. On parfumait cette préparation avec de l’origan, abondant dans cette région.
Remarquez que l’on prépare encore le même plat avec de l’eau chaude. On l’appelle alors : « açorda ».
Nous pouvons dire qu’il s’agit d’une « açorda » froide pour le premier plat.
Les anciens l’appelaient « arjamolho ».
Maintenant on y ajoute du concombre et des tomates fraîches. Il y en a même qui y ajoutent des pommes de terre, des poivrons…
Enfin. C’est une salade assez raffraîchissante que l’on peut utiliser pour accompagner des  sardines grillées et toutes sortes de poissons.
Nous pouvons aussi l’utiliser dans sa qualité de salade pour tout autre mets.
Bon appétit !
-           

mercredi 27 octobre 2010

Je ne voudrais point paraître incorrect  lorsque je me déplace dans les transports publics,  mais je suis obligé de constater que  je ne suis point meilleur qu’un autre, un rustre quelconque sans aucune délicatesse, stressé, pressé, ce qui n’est pas du tout naturel chez moi. C’est malheureux et attristant que je me comporte de cette façon ; mais enfin de compte je me conduis comme tous les humains que je côtoie. Peu  à peu nous nous transformons en bêtes à cause de l’empressement  exagéré  auquel nous sommes abonnés.
Et dire que c’est facile de critiquer à tout va, un tiers qui s’est employé à agir de telle ou telle manière, de lui attribuer tous les défauts, tous les vices, toutes les tares lorsque nous n’en sommes guère meilleurs. C’est malheureux, en effet.
C’est ainsi que l’on critique les adolescents : - Ils n’ont guère d’éducation, dans ma jeunesse ce n’était point comme cela que les choses se passaient, tralala et tralala… « Ce sont des voyous, maintenant, il n’y a que cela… ».Conflit de générations ? – Certainement, oui.
Il serait peut-être plus prudent  de commencer par faire le balayage devant sa porte, « before »dire et faire n’importe quoi, de faire sa lessive avant celle des autres, et de montrer le bon exemple en étant correct soi-même, respectueux d’autrui, lui montrant le chemin afin qu’il devienne correct et respectueux à son tour. Car si on ne le fait point, il n’aura aucun repère, l’effet miroir s’estompe et nous, à force et naturellement, deviendrons ce que nous détestons lorsque nous critiquons les autres : des fauves de la jungle humaine, répugnantes et vilaines créatures.
Il est vrai que les temps sont durs. Mais ils l’ont toujours êté et continueront à l’être d’une façon ou d’une autre. Le modernisme facilite les choses mais ne les améliore guère question relations humaines. La télévision et l’internet nous promènent dans des mondes irréels, évasifs, ce qui n’était point permis dans le passé, où la réalité était toujours, et cruellement, présente, où il n’y avait aucune place pour la rêverie.
Finalement, nous sommes pris dans la tourmente, nous glissons, dérapons, sommes pris dans l’engrenage, dans les rouages, d’une frénésie collective. Nous cédons  à la facilité, obéissons à l’instinct animal, nous éloignons de nos bases premières qui furent celles de notre éducation d’alors, de notre jeunesse, de notre enfance.
Que faire ?
Impossible imaginer que l’on puisse changer le monde soi-même, tout seul, sans aucune aide collective, oui, je dis collective parce que  l’individualisme est partant pour échouer  dans tous les cas d’ordre moral, inefficace en toutes situations, périlleux dans les cas fragiles et délicats. Il faut donc un ordre moral institutionnel et basique pour tout le monde, avec remise à niveau et  lessivage des moralités, mentalités dépravées.

mardi 26 octobre 2010

Os donos de Portugal.


De quem é Portugal ?

À primeira vista, e depois dos textos, o nosso País pertenceria aos cidadãos, visto ser considerado uma democracia de tipo ocidental,espécie de governos que se pretendem reis da liberdade e aonde todos têm algo a dizer, em cujos países seríamos todos iguais.
Mas a teoria é uma coisa, a prática outra e a realidade outra coisa ainda. Na aparência (que é ainda outra coisa), cada Português é prezumido possuir um bocadinho do País : não pertence este a todos ?
Que utopia ! Há bem quem possua um bocadão mas também há que nem um quinhão.
Raios partam a democracia então, porque de barriga vazia não se pensa bem, somos excluídos dela. A igualdade ? Qual igualdade ? – Em todo os casos,ela não se aplica aos pobres e aos ricos, tampouco a todas as camadas da sociedade.
É pena. Portugal que é um país tão bonito,não possuir os meios necessários para um justo e bom funcionamento que permitiria ao nosso povo de viver dignamente.

A quem a culpa ?

A culpa não pode ser implicada que aos políticos, maus gerentes cujos interesses pessoais primam sobre tudo e cuja vaidade (todos os Portugueses são vaidosos) os desinteressam dos verdadeiros problemas do nosso tão querido Portugal. Adormecem as pessoas com bonitas palavras, embriagam-nas com longos discursos,muitas palestras, futilidades.
Os canais de televisão nacionais adormecem-nos com Portugueses imigrantes em todos os cantos do Mundo, Portugueses que têm uma vida decente porque emigraram,mas esquecem-se dos outros.E porque partiram os emigrantes ? –Porque em Portugal é impossível viver para a maíoria, porque no País não existem soluções para os nossos concidadãos.
E esta televisão elitista persiste e insiste : grandes chefes de empresa nos USA, Brasil ,Austrália e Canadá, e mais, e muito mais.
Gabarolas !
Concursos televisivos são frequentement apresentados, concurso aliás de sabor duvidoso e de imaginação medíocre, perante cujas câmaras desfilam candidatos, olá,”de classe”. Pois são todos advogados, engenheiros, chefes de empresa, e , passemos porque é demais.
Ninguém gosta de gente feia e pobre, neste País.
Televisão pública, esta ? – Difícil de acreditar : onde está a maioria silenciosa, o Zé Povinho ? – Ninguém se conhece aí, não é ?

Promessas.

Tantas promessas portanto, tanta água pelo rio abaixo, águas turvas, barrentas, de uma opacidade muitas vezes provocada propósitamente afin, tal como o latim de outrora, afim de deixar a população no obscurantismo, explicando-lhes então que a política tem que ser compreendida por uns, aplicada por outros, para uns e para outros… Que confusão ! Estudar durante anos e anos para se aprender que se é burro,-não esqueçamos que contráriamente ao que se diz,também há animais destes inteligentes.


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Apróximamo-nos passo a passo do Natal e de um novo ano, que todos esperamos e desejamos a todos os nossos familiares e gente amiga, muito próspero.
Porém , as condições ideais estão longe de estarem reunidas para enfrentar-mos esta perspectiva com lucidez e confiança. A espada de Dâmocles, tirano de Siracusa, paira sobre nós, ameaçando-nos incessantemente dos seus gumes afiados, mortíferos, assustadores.
Em Portugal, as condições estão longe de estarem reunidas para que o nosso Povo se sinta securizado ; mas este está habituado às acumulações de crises incessantes, intermináveis, sucessivas.
- Coragem ! - gritam-nos vozes alheias lá nas alturas. Melhores dias aparecerão, a tempestade cessará, e é bem sabido por quem conheceu fome e miséria, que dias fastos acabarão por surgir.
Mas quem grita lá no alto, mente : para acalmar o Povo,afim de dominá-lo melhor.
"- Ó Zé Parvinho ! Cala-te, senão ainda apanhas mais."
Nós temos, felizmente, um filósofo no País : Sócrates !
- O quê, não é o mesmo ? Essa agora !

jeudi 21 octobre 2010

Histoire d'eau






Quoi de plus décontractant, de plus romantique, que de ce promener sur les bords d'un lac et observer  les canards, et les cygnes, et  les oies  sauvages...écouter leur chants, ainsi que le gazouillis de l'eau ondoyante qui caresse les berges ou qui émerge des fontaines ? Il y a souvent des torrents d'eau pure qui nous transportent dans des profondeurs abyssales, dans les pays du rêve, dans l'irréel...